quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cubão

Por Yuri Vieira

Tudo começou com o discurso dum candidato na TV: "Brasil é um nome muito capitalista — é o nome de um produto comercial! Pau Brasil! Vamos deixar esse negócio de Pau e mudar para Cubão".
Dito e feito.
Uma estudante de intercâmbio é recebida pelos colegas:
— ¿De onde você é?
— Do Cubão. Antes da Revolução se chamava Brasil.
— Hum. Você é a primeira pessoa do Cubão que conheço.
— Obrigada. Aqui sou a única. Mas lá todo mundo é do Cubão. Igualdade é isso.Um turista cubãozense é interpelado por um cidadão português:
— ¿O Partido dos Totalitaristas mudou o nome do seu país para Cubão para homenagear Cuba?
— Não. Foi porque eles gostavam de enrabar o povo.
— Ah!
Em 2024, numa aula de história:
— ¿E o primeiro presidente eleito após a mudança do nome do país para Cubão foi...?
— Gisele Bundchen, ¿fessora? 
— Não! Já disse mil vezes: Jean Wyllys! Jean Wyllys!
— Muito capciosa a sua pergunta, fessora...
Enquanto isso, na Itália:
— Nossa, aquele traveco deve ter uns dois metros de altura!
— Ê, Cubão!
— Como?!... 
— ¿Tá me estranhando? É o país de origem! O país!
— Ah, é mesmo. São todos de lá. Mas ainda não me acostumei com a mudança. Gostava de Brasil. Soava bem.
— É, mas levaram tanto pau que tiveram de se adaptar...
— Cubão... ¿Quem diria?

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