sábado, 30 de junho de 2012

Por que sou tradicionalista?

Desde os meus remotos 13 anos de idade, sempre tive tendência a achar o tradicional mais belo e mais atrativo. Lembro que quando eu era coroinha em minha paróquia lá tínhamos padres carismáticos e eu ficava todo sério no altar recebendo crítica de uns e elogios e outros. Assim levava minha vida paroquial.

Depois, com o tempo, descobri o tesouro da Liturgia Tradicional e passei a integrar mais perfeitamente com as práticas e pensamentos tradicionais correntes na Igreja. Meu primeiro passo foi me tornar acólito do Rito Gregoriano da Missa e depois passar a dar aula de catequese para jovens que estavam se preparando para a crisma. O tempo foi passando, os estudos com esforço aumentando e algumas ideias mudando... Mas eu nunca parei para me perguntar algo essencial em minha pessoa: porque eu sou tradicionalista? Essa pergunta certo dia chegou em minha cabeça e parei para pensar...

Todo católico deve ter amor à Tradição e enquanto ordens práticas não atrapalharem mais do que ajudarem, também à tradição da Igreja. A Tradição é o depósito da Fé imutável confiada por Nosso Senhor à Igreja e chefiada por Pedro e seus Sucessores. Essa não muda e quem ousar mudar uma vírgula será castigado com a Justiça Divina! A tradição são aqueles costumes e normas usadas por aqueles que vieram antes de nós e a usavam da melhor forma para a salvação das almas e que foram se desenvolvendo com o passar do tempo. Eis o primeiro ponto da razão de minha pessoa ser tradicionalista: o amor à tradição da Igreja. Evidente que as coisas mudam, e com elas os estilos de vida e os costumes. Não devemos viver congelados no seculo XIX com medo de resistir às mudanças (as coisas que podem ser mudadas com o passar do tempo, não o Depósito da Fé!). Mas como todos bem sabemos, a década de 1960 foi seguida com uma enorme onda de mudanças... Mudanças na tradição, e não na Tradição. A ânsia por "renovação" era tanta, que resolveram "renovar" tudo de vez, inclusive aquilo que na ordem prática ainda salvava muitas almas.

Um católico tradicionalista é aquele que, tendo consciência que muitas práticas salutares foram perdidas faz o possível para retomá-las e levá-las aos outros fiéis para que também as conheçam (aqui abro parênteses para os nossos amiguinhos tradicionalistas que fazem de seus computadores suas dioceses e não fazem nada na ordem prática. Pelo contrário, apenas atrapalham os que tentam fazer algo). E os católicos que se contentam com os novos costumes que não ofendem as almas, porém não têm a mesma eficiência que os mais antigos? Eles deixa de ser católicos por causa disso? Evidente que não. Eles podem se santificar e santificar a outros com os novos meios. Porém, não com a mesma eficiência.

Dentre tais meios e costumes se encontra a Liturgia. Não se pode jogar na lata do lixo 2000 anos de desenvolvimento orgânico da Liturgia Romana que faz parte do inesgotável Tesouro da Igreja e salvou inumeráveis almas: desde os mais simples servos até os maiores reis foram santificados por este Rito. Segundo motivo: o amor à Liturgia Tradicional da Igreja.

Não entendo tanto rancor quando se fala nos costumes tradicionais da Igreja. Qual o problema em fazer o que há 70 anos era feito normalmente enquanto temos vários exemplos de leigos, sacerdotes e inclusive bispos que desobedecem descaradamente à Tradição da Igreja e o próprio Papa? Deixe-nos em paz, bando de corvos!

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