terça-feira, 1 de maio de 2012

O Feminismo


A história do feminismo, para fins didáticos, pode ser dividida em três fases:
--> 1ª Fase: Feminismo da Igualdade —> Essa primeira fase do Feminismo ocorre entre as décadas de 50 e 70, tem base basicamente política e como articulação a aliança a partidos marxistas e de esquerda. As lutas nesse período são pela igualdade dos direitos políticos e civis entre homens e mulheres, queriam a igualdade entre os sexos, desigualdade nesse período é sinônimo de hierarquia. Exigiam o direito das mulheres votarem, trabalharem e terem direito de cursarem algo na universidade. Já existe a liberdade sexual nessa primeira fase do feminismo, pois esse período coincidiu com a Revolução Sexual:
“A felicidade verdadeira, segundo Marcuse, é a possibilidade de chegar ao máximo de liberdade sexual”(DE PIETRO, 2004, p. 93)
--> 2ª Fase: Feminismo Cultural —> Ocorreu nos anos 80 até os anos 90. Esse período do feminismo é caracterizado pela construção de uma identidade feminina pelas próprias mulheres. Há um total rompimento com os homens e o que é das mulheres deve ser resolvido apenas por elas mesmas! O que define o homem e a mulher é apenas o caráter biológico. Contudo nesse período ainda há a aceitação, ainda que por caráter apenas biológico, da maternidade e de algumas características da mulher, como a ternura, por exemplo.
--> 3ª Fase: Feminismo Radical —> A terceira Fase do Feminismo não fala da “mulher”, mas das “mulheres”, pois se apóia na idéia de que o sujeito feminino é indeterminável e sofre constantes mudanças. Preocupa-se não apenas com as diferenças entre homens e mulheres (já que estas não existem e são apenas definidas pela sociedade), mas principalmente entre as diferenças entre as próprias mulheres (idade, classe, etnia, desejos, orientações sexuais, etc.). Para crescer politicamente e ganhar apoio aliou-se a outros grupo de identidade contestadoras, como correntes que defendem a total liberdade para o prazer e administração da própria corporeidade, incentivando os debates nas escolas (com os programas de educação sexual) e nas universidades. Dizem que as mulheres devem ter o direito sobre o próprio corpo, mas o que é ter o direito sobre o próprio corpo? O homem tem direito sobre o próprio corpo? Que todos tenham o direito sobre o próprio corpo dentro dos seus limites (sim, pois todos nós temos limites… eu não tenho o direito de voar, por exemplo) e sem que tenham que matar os nascituros (que é outra vida. Sim, pois tenho que matar para tirá-lo), creio que todos estão de acordo. O resultado de todas as marcas da Terceira Fase do Feminismo (Saúde e direitos sexuais, Saúde e direitos reprodutivos, exterminação da responsabilidade conjugal, procriadora e sexual. Fazendo tudo isso negando os valores de nossa cultura ocidental e impondo novos valores) é apenas um egoísmo desenfreado e individualista, anti-relacional e estéril.
 Conclusão: O Feminismo teve o seu ponto positivo (que foi a igualdade civil entre os homens e as mulheres), mas como ponto negativo temos vários. Podemos citar como exemplos:
1. Foi engolido por propostas políticas desde o início, quando juntou-se com partidos marxistas e de esquerda e com esses novos grupos contestadores.
2. Levou a mulher a fazer a mesma coisa que os homens fizeram durante séculos (desrespeito ao relacionamento sexual e afetivo, à família o endurecimento pessoal, a insensibilidade, e agressividade, etc.)
3. O egocentrismo feminino (com relação ao matrimônio e à maternidade). Não devemos tender nem para o Feminismo nem para o Machismo, ambos devem construir o mundo juntos. Ambos se completam como nos ensinam as Sagradas Escrituras.
4. Não é se libertando do matrimônio e nem da maternidade que a mulher será igual ao homem. A mulher tem um papel importantíssimo dentro da sociedade, assim como o homem também o tem. Ambos não devem lutar para saber quem é maior que quem, mas sim lutar para se completarem e construírem uma sociedade digna para todos.

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